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uma coisa é olhar para ti, outra é ser visto.* não temos noção do impacto desta diferença. não temos noção que, talvez, o impacto seja tanto maior quanto menor for a nossa idade, não porque com a idade precisemos menos, mas porque a capacidade de absorção do que nos rodeia é tão refinada quando somos pequenos que é...

este foi um mês de leituras carregado de simbolismos e metáforas. estes são três livros muito diferentes entre si, mas que nos falam sobre relações que ficaram aquém daquilo que as personagens precisavam. independentemente de todos os desejos falhados, de todas as idealizações despedaçadas pela realidade, vemos personagens cuja resiliência não as...

ouvimos demasiadas vezes falar sobre o que é normal e o que não é. ouvimos demasiadas vezes falar sobre os parâmetros ideais para o desenvolvimento das nossas crianças. temos números e milestones cravados na nossa mente, assombrando-nos, levando-nos a medi-las a cada momento, para nos certificarmos de que está tudo a correr bem (de que estamos...

ler é um gosto. ler é algo que me consegue fazer desligar do mundo real. ler é algo que realmente me faz feliz. ler é algo que me permite aprender muito sobre a vida e sobre as relações. ler é algo que me leva para onde mais gosto de estar, no meio de histórias. é isso o que mais me...

um cliente perguntava-me: "então afinal o que é realmente meu? somente meu?" e esta é uma pergunta verdadeiramente inquietante.

é um dado adquirido o meu gosto por literatura. é um dado adquirido o meu gosto pela literatura infantil. o poder dos livros é algo incrível e que não pode ser descurado e, por isso, recomendo muitos livros e nas mais variadas situações. contudo, fico na dúvida se consigo transmitir realmente a minha intenção com essas recomendações...

tantas são as vezes em que sinto a alegria dos pais a falar da autonomia das suas crianças. tantas são as vezes em que sinto o orgulho dos pais quando dizem que as suas crianças têm competências acima do esperado (esperado para quem? podíamos questionar...). mas, são raras as vezes que pensamos sobre o que isso realmente...

não é possivel pensar a temática da irrequietude sem referir a clássica (ainda não esquecida) dicotomia corpo-mente. diria que, o primeiro aspeto a sublinhar, é o de que esta dicotomia não existe! o corpo e a mente estão permanentemente interligados desde os primórdios do nosso desenvolvimento fetal. ambos se desenvolvem a par e passo um com o...

sabemos que estes ditados, com uma raiz muito católica, têm o intuito de prevenir as nossas crianças (e adultos!) de fazer "más ações" e de, através de uma falsa empatia diria, manter-nos numa sociedade civilizada. vejamos as entrelinhas, porque elas falam-nos de muito mais...

em tempos senti que havia uma sensação generalizada de que a vida de um bebé era maravilhosa. os bebés parecerem ser uns "sortudos" porque, com as suas capacidades cognitivas ainda pouco desenvolvidas, escapam-se a tantos males comuns dos adultos, diziam-me: "eles não têm responsabilidades", "ao menos não acabam a pensar demasiado sobre nada", "que...

Winnicott, um dos grandes psicanalistas infantil, deixou-nos o termo "mãe suficientemente boa" que é um termo que nos permite não só aproximar da realidade de cada mãe e, com isso, aliviar a culpa que parece que, muitas vezes, uma mãe acarta; como nos aproximar das reais necessidades do bebé.

marcia arnaud | psicóloga clínica | 2025 | Todos os direitos reservados
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